domingo, 23 de dezembro de 2007

Natal


O Natal não são as prendas, nem o homem de barbas brancas e rosto rosado...

O Natal é o cheiro a filhozes que paira no ar, é o calor do forno, é o sorriso da minha mãe e o brilho no olhar daqueles que se reunem mais um ano para celebrar um nascimento.

Não sei se é o nascimento de cristo, mas para mim é o celebrar do renascimento da família, o começar de novo, o colocar para trás as tristezas e disfrutar da companhia daqueles que realmente amamos.


Feliz Natal!!

domingo, 11 de novembro de 2007

Não há acasos

Nada acontece por acaso.

Tudo faz parte de um plano maior.

Estamos destinados a cruzar-nos com pessoas que têm uma função na nossa vida.

Cada plavra é dita no momento certo.

Cada gesto é feito quando tem de ser mostrado.

Essas pessoas passam por nós e vão, outras duram alguns instantes ao nosso lado.

É todo um caminho que percorremos sem dar conta de como lá fomos parar.

São anjos.

Não têm asas, são imperfeitos, mas ainda assim anjos que têm como missão ensinar-nos.

E como tudo nesta vida é um ciclo, um dia também seremos anjos de alguém, também nós podemos ensinar algo maior que nós.

Somos uma ínfima parte de um universo tão vasto e belo.

Somos um exercito da vida...

Somos eternos caminhantes...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Audácia!


Sinto crescer em mim uma esperança de finalmente sair deste poço onde me afundava.

Sinto crecer em mim a vontade de crescer e soltar amarras.

Sou uma menina a aprender a ser mulher, a dar passos no mundo dos adultos.

É isso que sinto em mim.

Fico espantada com a pessoa que tenho cá dentro, na pessoa que me parece destemida, audaciosa, aventureira, quando o que sinto é sempre medo e insegurança.

Sinto-me com vontade de trincar o mundo!

Sou mesmo eu, ou outra pessoa me habita e me controla?

Serei mesmo capaz de enfrentar o futuro sem baixar a cabeça?

Sinto um orgulho imenso na educação que tive, nos conselhos que recebi e na pessoa que estou a aprender a ser.

Quero ser como eu quando for grande!

domingo, 4 de novembro de 2007

Lembrança


És um mistério para mim.

És profundo como o mar e suave como a brisa.

Tens alegria na voz, tens luz no olhar e melodia nos gestos que fazes. És o meu sonho.

Estás entranhado em mim como os ossos que me sustentam e, ainda assim, estás tão longe!

Sei que em nada és parecido com a imagem que guardo, mas como evitar amar-te assim?

Passo dias sem te lembrar, mas num segundo que vem sem avisar o meu ser enche-se com a tua lembrança, com o teu respirar e eu passo a ser tua.

Sou o ar à tua volta, sou cada átomo que te envolve.

E fico neste torpor durante o tempo de um sonho... até ao acordar.

sábado, 20 de outubro de 2007

Parabéns Rita!


Sê fiel a ti mesma.

Ouve a voz interior que te sussurra.

Sê sincera, verdadeira, leal.

Grita a plenos pulmões a imensa alegria de estar viva.

Sonha, nunca percas a capacidade de sonhar, por mais dura que seja a realidade.

Luta, veste a armadura de guerreira e enfrenta os medos e a escuridão e aprende a despir essa armadura nos momentos de ternura.

Respeita o teu próximo e tem a humildade necessária para aprender com os outros as lições da vida.

Saboreia os dias como um doce, bebe a vida em tragos profundos e deixa-te inebriar com o seu odor.

Nunca deixes que o dia termine sem teres sorrido pelo menos uma vez.

E acima de tudo, ama, ama sem medo, com a inocência da criança e com a sabedoria dos anos.

Sê feliz!

Lembra-te que para perceberes o que é a felicidade terás de experimentar a tristeza. Não te assustes, aceita-a, pois faz parte do ensinamento.

Enfim...

Amo-te, não com a força das palavras, mas com o silêncio dos meus lábios.

Amo-te, não com músicas e letras de outros, mas com o bater do meu coração.

Amo-te... sempre.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Gritar


Há alturas em que sinto uma enorme, imensa e incontrolável vontade de gritar.

Encher os pulmões e expulsar os demónios que trago presos dentro de mim. Como se expirando ruidosamente exorcizasse os sentimentos e mágoas que se alojam na minha alma.

Expressar aquilo que sinto num repente doloroso e cruel, mandar à fava as convenções e tratados de boa educação, ser toda eu num ruído solene, travar em palavras os duelos que travo em mim, de mim, por mim.

Expulsar o drama para alcançar a paz, o sossego, e poder finalmente desfazer este nó perpétuo na minha garganta que me atrofia e impede de viver.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Saltar no vazio


Ter esperança é acreditar.

Acreditar que algo de bom surgirá de toda a trapalhada que é a vida.

Acreditar que tudo tem um sentido, uma razão válida que acalma a ânsia a dúvida.

Acreditar que todos os erros têm solução, que todos os pecados têm perdão, que a seguir a cada lágrima haverá sempre um motivo para sorrir.

Ter esperança é sonhar.

Sonhar com dias melhores, com a subida depois da queda.

Sonhar que sairemos reforçados de toda esta luta diária.

É a esperança que nos dá coragem para levantar cada dia, para enfrentar os obstáculos que nos aguardam a cada esquina.

É ter medo e ainda assim tentar, saltar de braços abertos no vazio, fechar os olhos e esperar pela aterragem.

foto: http://www.flickr.com/photos/marzmyst